terça-feira, junho 28, 2005

A minha mãe tem um filho ingrato

(...) E, no entanto, é o facto de acharem que não nos devem nada que prova que fomos realmente boas mães, ou pais, claro. Porque só quando o AMOR é mesmo incondicional é que nunca pomos em causa a sua existência. E convivemos com total naturalidade, e sem alaridos histéricos, com as coisas que consideramos absolutamente certas e garantidas. Não passamos o dia a agradecer a água que nos corre nas torneiras, nem ao sol por se dignar a nascer, nem à nossa mãe por gostar de nós.
(...) Um filho que se sente plenamente filho não se consome de remorsos a pensar que fez com que a mãe perdesse noites de sono à sua conta, nem que a bicicleta que recebeu custou o suor do trabalho do pai, (...) um filho, digno desse nome, não tem medo de que as suas limitações ou as suas fraquezas façam diminuir o amor dos pais por ele nem tem vergonha de vir para a cama deles a meio da noite por ter medo do escuro.
(...) É por isso que não precisam, quando os pais os amaram de facto incondicionalmente, e não transformaram o seu amor numa chantagem, de pôr um azulejo à porta a dizer que o amor de mãe é o melhor do mundo ou a mandar tatuar o braço com tão singela dedicatória. (...)
Crónica de Isabel Stilwell, na Notícias Magazine de 26/06/05 - artigo completo

Acredito que este artigo seja altamente discutível (questões de educação - rígida ou realista?), mas o que penso está aqui, tal e qual! Podem dizer que é confortável pensar assim, e eu digo: - Pois é! É assim o amor. E é verdade, não é pensar, é sentir!

5 comentários:

carmuue disse...

quando se ama não se pensa no quanto se dá, não se mensura o que é recebido. quando se começa a comparar a importância do que se dá com o valor do que se recebe, então é porque o amor... bem, se calhar já era...

quanto ao amor pelas mães, não me parece que seja necessário tatuar o nome da mãe, pelo menos de modo visível, porquem mãe que é mãe sabe bem que filho que é filho ama a sua mãe!

Vodka e Valium 10 disse...

Até sermos pais, nunca poderemos muito bem entender o conceito de amor incondicionável; dos nossos filhos gostaremos e pronto, sem limites ou fronteiras.

A questão educacional vai um pouco mais longe; porque - e pensem nisto - se a educação é feita de amor e disciplina, e se os "nossos" filhos são malcriados, isso não é sinal que lhes estamos a dar amor a mais (ou disciplina a menos)?

A tatuagem ou qualquer outra expressão é sinal de que algo não correu bem no processo de desenvolvimento. Complexo de Édipo mal resolvido?

Ana disse...

Amar é dar e receber, mas ao amar não se está a pensar no receber... dá-se simplemente por amor de dar e de ver a outra pessoa feliz, dá-se sem que dar seja uma obrigação, dá-se porque dar está dentro de cada um e sai sem pedir, sai sem exigir nada em troca... o amor mostra que dar é ver o brilho nos olhos dos outros quando recebem e é ver os nossos brilhar por ver os outros felizes... amor é tanta coisa...

Kabum disse...

Vou ler...

Sergy disse...

Concordo, também!